História

A FNA (Frente Nacional Antirracista) é uma organização brasileira, criada em 01/12/2020, fruto da união de centenas de entidades do movimento negro, professores, juristas e militantes, apartidária, sem financiamento público ou privado, com a inexistência de líderes, contando com a solidariedade intelectual e financeira dos seus integrantes.

Ao vislumbrarmos a amplitude do movimento negro, com expressiva capilaridade e inúmeras pautas, identificamos que unidos teríamos maior viabilidade de conquistas, diminuindo as distancias regionais, consolidando as demandas, fortalecendo a emancipação racial.

O papel prioritário da FNA é incorporar lutas coletivas, respeitando o protagonismo das entidades e membros parceiros, valorizando o legado dos nossos ancestrais, sem a criação de líderes, o que seria o fim de uma agenda prioritária, entendendo que a luta contra o racismo, feita de todas as formas, é a única possibilidade de desenvolvimento e democracia para o Brasil.

Neste sentido, direcionamos nossos esforços na superação do racismo institucional, nas empresas públicas e privadas, órgãos de classe, mídia, na seara política e demais setores econômicos, visando mudanças efetivas na sociedade, construindo pilares que promovam a igualdade racial. Nosso lema é “Sem preto, não há desenvolvimento”, com viés interseccional, respeitando os conceitos de raça, gênero, orientação sexual, pessoas com deficiência e imigrantes de origem negra.

Estabelecemos uma carta de princípios, facilitando a interlocução com os atores políticos, econômicos e sociais, almejando intervir e combater o racismo e ampliarmos a participação na conjuntura econômica.

Analisamos que os privilégios fundamentais da branquitude, sob o argumento da meritocracia, proporciona a exclusão estrutural dos afrodescendentes,  desencadeando uma sociedade excludente em todas áreas, desde a tributação  no consumo, com maior incidência nas mulheres negras, nas relações de emprego, na segurança pública, nas campanhas publicitárias, nas políticas de integração regional, no empreendedorismo, na política industrial, políticas em prol dos quilombolas, da saúde da população negra, entre outras.

Nosso entendimento, é que somente faz sentido nossa missão, se tivermos um sentimento humanitário e emancipatório em prol da população negra, beneficiando o conjunto da sociedade, principalmente porque a maioria da população é negra, e inúmeros talentos estão sendo desperdiçados pelo fenômeno do racismo.