A Frente Nacional Antirracista parabeniza Rebeca Andrade.

A Frente Nacional Antirracista parabeniza Rebeca Andrade.
Os Jogos Olímpicos remontam ao período da Grécia antiga, por volta de 2.500 a.C, na cidade grega de Olímpia. A mitologia diz que Hércules criou as Olimpíadas para agradar o pai, após fazer os 12 trabalhos. Porém, para a história fiquemos com 776 a.C.
Após séculos sem jogos olímpicos, foi o Barão de Coubertin (aristocrata e pedagogo suiço), que reacendeu a chama e a importância dos jogos como instrumento de união entre os povos e a internacionalização da necessidade de esportes entre jovens.

Após essa breve introdução do início da história das Olimpíadas, é importante lembrar que os jogos foram instrumentos políticos importantes.

Como não lembrar do afro-norte americano Jesse Owens, destaque daquele ano ao receber 4 medalhas de ouro, sendo quatro medalhas nos 100 e 200 metros rasos, no salto em distância e no revezamento 4x100m? Isso fez Adolf Hitler se calar em plena Alemanha nazista. Ou os punhos cerrados lembrando a luta antirracista, dos Panteras Negras, na década de 60, feita pelos medalhistas John Carlos e Tommie Smith?

Existiram outras manifestações políticas, mas fiquemos com as que lembram lutas negras, contra o racismo.

Passado décadas, chegamos em 2021, nas Olimpíadas de Tokyo. Onde os jogos acontecem sem torcida por causa do período pandêmico.

Neste clima os competidores brasileiros e brasileiras buscam um lugar no podium. E dentre tantos atletas temos uma que ousou sair da periferia e disputar uma medalha ao som de “baile de favela”, música de quebrada conhecida nacionalmente.

Rebeca Andrade entrou no panteão da história dos jogos, após 40 anos da estreia da primeira ginasta brasileira, ao ganhar duas medalhas olímpicas, sendo uma de ouro, em salto sobre cavalo, e outra, de prata, em ginástica artística individual feminina.
Em um momento em que a dor bate à porta do mundo, Rebeca, sai de Guarulhos/SP, com seu “baile de favela” mostrando um serviço maior que o tal Hércules fez. Nossa heroína merece aplausos, sim. E a ginástica merece respeito e apoio. Pois ser medalhista pelo Brasil é muito mais desafiador que qualquer dos 12 trabalhos de Hércules.
PARABÉNS, REBECA.

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