Movimento Mães de Maio!

Por Memória , por verdade, por justiça e por liberdade -15 anos do Movimento Mães de maio

No dia 15 de maio de 2006 em uma segunda-feira em São Paulo, foi marcado por um dos maiores massacres de jovens pretos, pobres e periféricos, foi um dos mais aterrorizantes processo de segregação social e racial brasileiro.

Neste dia fim de tarde, veio uma ordem chamado toque de recolher nas favelas e iniciaram uma série de ataques e confrontos entre membros da polícia e facções criminosas. Na ocasião, morreram mais 500 pessoas, a maioria jovens negros e moradores de bairros periféricos com idades ente 17 e 25 anos foram assassinados.

As mães e familiares dessas vítimas de violência policial se uniram em um movimento chamado “Mães de Maio. São mulheres que transformaram a dor da perda na luta por justiça e até hoje buscam um reconhecimento da sua causa para que o Estado não tire mais vidas em vão, e preservem as vidas humanas, as mães de maio viraram referência no Brasil e no mundo.

A triste realidade de nosso Brasil que as mortes desses jovens negros, pobres e periféricos já viraram rotina nos noticiários, é uma ferida social exposta e latente, as mãos do Estado insistem em matar e violentar os filhos de mães de favelas, essa ferida nunca cicatriza, porque todos os dias levam nossos filhos, nossos irmãos, nossos país, nossos bisavós, aumentando a cada dia as dores dessas mães.

O projeto Mães de Maio trata da luta dessas mães e das circunstâncias e consequências da violência do Estado, e busca soluções, este movimento completa 15 anos de luta, está em todo território brasileiro, transformou-se em um quilombo de luta, se globalizou e ganhou o mundo, rompendo o silêncio da cultura do medo, as mães de maio lutam e apontam o dedo na ferida social exposta no Brasil há séculos.

As Mães de maio são mulheres de luta, guerreiras que não têm medo da bala, não têm medo do açoite, suas lutas são por memória e verdade, justiça e liberdade, por seus filhos perdidos no mar de sangue que foi os crimes de maio.

O Brasil é um dos maiores violadores de direitos humanos, essas mães gritam para sociedade e para mundo que a ditadura aqui em nosso país vive é perserva, a polícia mata moradores de favela, e suas vítimas têm sempre um traço em comum, a sua cor ela é preta, ela têm classe social ela é pobre, os negros sempre foram vítimas da letalidade policial praticada pelo Estado, porque a sociedade brasileira sempre naturalizou essa violência contra o povo negro.

As mães de maio viraram lei no Estado de São Paulo, e lutam contra a herança da ditadura militar conhecido como autos de resistência (mortes efetuada pela polícia classificada como autos de resistência) é uma licença para matar do Estado, isso é resquícios dos instrumentos da ditadura militar que ainda vive, seus açoites, seus paus de arara, que se modernizou para bala de fuzil, mas que nunca erram seus alvos, suas vítimas têm sempre a pele preta, é pobre e periférico. As mães de maio lutam para não combater violência com violência , a policia que mais mata no mundo não é competente para combater a violência estatal.

As suas bandeiras de luta, levantam um olhar social, racial é crucial para o debate sobre letalidade policial no Brasil e para o mundo, não temos que discutir Genocídio Negro nas favelas e periferias, temos que discutir urgente a pena de morte decretada contra nós o povo preto, pobre e periférico, através do instrumento chamado autos de resistência é uma licença pra matar, é uma herança maldita de nossa brasilidade, resquícios da ditadura militar que elegem os corpos dos nossos filhos pretos como seus alvos preferidos.

Suas lutas e dores são: as mães de maio dizem não a intervenção militar, porque trata-se apenas de um é poder paralelo fascista que implantam a cultura do medo. As mães de maio dizem não a guerras as drogas, porque não existem guerras as drogas é sim guerra as pessoas, essas pessoas sempre têm cor, ela têm classe, ela têm sexo, Alegam que não se extinguem a pobreza matando as pessoas pobres e pretas , já que as abordagens policiais de combate ao tráfico ela é seletiva não alcançam de forma eficaz todas as classes.

As mães de maio enxergam como uma única solução a educação, a desmilitarização da polícia, com a globalização de suas lutas almejam parir um novo Brasil, uma nova sociedade com uma cultura de paz dentro das favelas, criar uma país justo e igualitário para todas, sem distinção, de cor, de classe.

A Frente Nacional Antirracista –FNA estará sempre unida com movimento mães de maio, levantando suas lutas e fazendo ecoar suas vozes e suas dores pra que haja Memória, Verdade, Justiça e Liberdade.

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